
O “MAGALHÃES”
Como se sabe, hoje há nomes de “grandes” descobridores dados a muitíssimas coisas importantes: Pontes, praças, ruas e avenidas.
Agora chegou a vez dos computadores.
Nomes como Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Infante D. Henrique, Bartolomeu Dias, Francisco de Almeida e, claro Fernão de Magalhães estão aí a dizer que as nossas referências ainda são os nomes e as figuras de há 500 anos.
Desta vez foi Fernão de Magalhães o nome escolhido para um computador para crianças (brinquedo?). Porque será que mais uma vez se homenageou mais um intérprete das ditas descobertas?
O nosso primeiro-ministro por acaso saberá quem foi este homem que descobriu o Pacífico? Decerto que sabe. Esta nomeação vem na linha das anteriores com a atribuição de grandes obras a nomes de “grandes senhores”.
Como não tenho medo das palavras, sou minimamente informado e tenho uma visão da expansão portuguesa não tão positiva, estou à vontade para dizer que Fernão de Magalhães não passou de um ladrão, um criminoso e um traidor. Colar-lhe a auréola de um grande navegador português e herói é uma treta de que a nossa História está cheia. Portugal tem uma visão do nosso passado descobridor, numa perspectiva dos vencedores, o que para mim não é correcto.
Em traços gerais, Fernão de Magalhães, depois de ter estado na Índia para sacar as especiarias, foi conquistar em Marrocos a cidade de Azamor. Nesta cidade, roubou tudo o que havia para roubar (incluindo muitas vidas) e depois na divisão do produto do roubo não foi transparente. Ficou com o maior quinhão para ele. D. Manuel sabendo disso, recusou-lhe por duas vezes o pedido de aumento da tença (uma espécie de pensão). À segunda recusa, Magalhães abandonou a corte e foi oferecer os seus serviços ao rei de Espanha. E foi ao serviço de Carlos V que foi à procura das especiarias pelo ocidente, uma vez que o Tratado de Tordesilhas não deixava que o fizesse pelo outro lado. Queria tomar posse das Ilhas Molucas para a coroa espanhola. Teve azar.
Quando Magalhães desembarcou numa ilha (Mactan) que hoje faz parte das Filipinas, querendo obrigar a rei local a submeter-se, foi abatido pelos indígenas. O resto da comitiva fugiu, fazendo-se ao largo. Isto em 1521.
É este tipo de gente de que muitos portugueses de orgulham. Foi o nome deste senhor que foi escolhido para um computador de crianças. Assim vai a nossa história.
Como se sabe, hoje há nomes de “grandes” descobridores dados a muitíssimas coisas importantes: Pontes, praças, ruas e avenidas.
Agora chegou a vez dos computadores.
Nomes como Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Infante D. Henrique, Bartolomeu Dias, Francisco de Almeida e, claro Fernão de Magalhães estão aí a dizer que as nossas referências ainda são os nomes e as figuras de há 500 anos.
Desta vez foi Fernão de Magalhães o nome escolhido para um computador para crianças (brinquedo?). Porque será que mais uma vez se homenageou mais um intérprete das ditas descobertas?
O nosso primeiro-ministro por acaso saberá quem foi este homem que descobriu o Pacífico? Decerto que sabe. Esta nomeação vem na linha das anteriores com a atribuição de grandes obras a nomes de “grandes senhores”.
Como não tenho medo das palavras, sou minimamente informado e tenho uma visão da expansão portuguesa não tão positiva, estou à vontade para dizer que Fernão de Magalhães não passou de um ladrão, um criminoso e um traidor. Colar-lhe a auréola de um grande navegador português e herói é uma treta de que a nossa História está cheia. Portugal tem uma visão do nosso passado descobridor, numa perspectiva dos vencedores, o que para mim não é correcto.
Em traços gerais, Fernão de Magalhães, depois de ter estado na Índia para sacar as especiarias, foi conquistar em Marrocos a cidade de Azamor. Nesta cidade, roubou tudo o que havia para roubar (incluindo muitas vidas) e depois na divisão do produto do roubo não foi transparente. Ficou com o maior quinhão para ele. D. Manuel sabendo disso, recusou-lhe por duas vezes o pedido de aumento da tença (uma espécie de pensão). À segunda recusa, Magalhães abandonou a corte e foi oferecer os seus serviços ao rei de Espanha. E foi ao serviço de Carlos V que foi à procura das especiarias pelo ocidente, uma vez que o Tratado de Tordesilhas não deixava que o fizesse pelo outro lado. Queria tomar posse das Ilhas Molucas para a coroa espanhola. Teve azar.
Quando Magalhães desembarcou numa ilha (Mactan) que hoje faz parte das Filipinas, querendo obrigar a rei local a submeter-se, foi abatido pelos indígenas. O resto da comitiva fugiu, fazendo-se ao largo. Isto em 1521.
É este tipo de gente de que muitos portugueses de orgulham. Foi o nome deste senhor que foi escolhido para um computador de crianças. Assim vai a nossa história.
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