
SOU DE OUTRAS COISAS
Este é o título de uma canção de Fernando Tordo. É um belo poema. É um poema onde me revejo, onde me projecto, onde a partida e a chegada convergem para uma encruzilhada que nunca sei onde fica. Só sei que a agitação é enorme e a felicidade intermitente. Tudo por acabar. É isso…
Hoje vou dar uma de intelectual. Vou começar por baixo. Vou falar de futebol, vou falar de Cristiano Ronaldo. Depois, subo uns patamares e falarei de cultura. De música melhor dizendo, ao falar de Joana Carneiro.
Cristiano Ronaldo, alguém conhece? Dou um doce a quem o não conhecer. E Joana Carneiro, alguém sabe quem é? Dou um doce a quem souber.
Se Cristiano Ronaldo como jogador não me aquece, como pessoa só me arrefece. Sei quem ele é, mas passa-me de todo ao lado.
Como pessoa, ouço e vejo através da comunicação social foleira, que ganha muito dinheiro, numa Europa falida. Que anda com este ou aquele “borracho”. Que foi visto junto doutra “gaja” quando a anterior ainda lhe está no canto do olho. Que gasta milhões em automóveis e com a sua marca CR7. Dele, não vejo o que quer que seja que me interesse. Não me senti orgulhoso pelo título da bola que alcançou. Não comunguei da mesma satisfação de muitos portugueses. Ele não me passou ao lado, ele passou-me foi muito longe. Mas vi muitíssima gente a curvar-se diante deste sujeito que me faz lembrar o clã Carreira, pela maneira como arrasta multidões em histeria. Tal como a música pimba o futebol vende bem. O país da boca aberta fez muito restolho em volta desta figura.
Como futebolista, não posso ter grande opinião, na medida em que a jogar só o vi fazê-lo pela selecção portuguesa. E aqui ele tem sido um zero rotundo. Entretanto, eu sei que ele joga num clube estrangeiro e aqui parece que se sai bem melhor. Normalmente não vejo jogos internacionais. CR7, para mim é zero.
Não gosto de facto de Cristiano Ronaldo. Não me faz lembrar que é português. Gosto francamente muito mais de uma Rosa Mota, de um Carlos Lopes, de uma Fernanda Ribeiro ou de uma Vanessa Fernandes. Aqui sim, aqui sinto-me bem, vestido de verde e vermelho. Tanto, que às vezes a emoção bate à porta.
E se eu recordar aqui os nomes de outros portugueses que na estranja também dão cartas? Só que aqui não se fala muito deles, pois não. Não são futebolistas. Desconheço de todo se Maria João Pires, Joaquim de Almeida, Manuel de Oliveira, Maria de Medeiros, Madre de Deus, ou Clara Pinto Correia ganharam bolas ou taças de ouro. Ou se fizeram parte de algum “onze ideal”.
Este é o título de uma canção de Fernando Tordo. É um belo poema. É um poema onde me revejo, onde me projecto, onde a partida e a chegada convergem para uma encruzilhada que nunca sei onde fica. Só sei que a agitação é enorme e a felicidade intermitente. Tudo por acabar. É isso…
Hoje vou dar uma de intelectual. Vou começar por baixo. Vou falar de futebol, vou falar de Cristiano Ronaldo. Depois, subo uns patamares e falarei de cultura. De música melhor dizendo, ao falar de Joana Carneiro.
Cristiano Ronaldo, alguém conhece? Dou um doce a quem o não conhecer. E Joana Carneiro, alguém sabe quem é? Dou um doce a quem souber.
Se Cristiano Ronaldo como jogador não me aquece, como pessoa só me arrefece. Sei quem ele é, mas passa-me de todo ao lado.
Como pessoa, ouço e vejo através da comunicação social foleira, que ganha muito dinheiro, numa Europa falida. Que anda com este ou aquele “borracho”. Que foi visto junto doutra “gaja” quando a anterior ainda lhe está no canto do olho. Que gasta milhões em automóveis e com a sua marca CR7. Dele, não vejo o que quer que seja que me interesse. Não me senti orgulhoso pelo título da bola que alcançou. Não comunguei da mesma satisfação de muitos portugueses. Ele não me passou ao lado, ele passou-me foi muito longe. Mas vi muitíssima gente a curvar-se diante deste sujeito que me faz lembrar o clã Carreira, pela maneira como arrasta multidões em histeria. Tal como a música pimba o futebol vende bem. O país da boca aberta fez muito restolho em volta desta figura.
Como futebolista, não posso ter grande opinião, na medida em que a jogar só o vi fazê-lo pela selecção portuguesa. E aqui ele tem sido um zero rotundo. Entretanto, eu sei que ele joga num clube estrangeiro e aqui parece que se sai bem melhor. Normalmente não vejo jogos internacionais. CR7, para mim é zero.
Não gosto de facto de Cristiano Ronaldo. Não me faz lembrar que é português. Gosto francamente muito mais de uma Rosa Mota, de um Carlos Lopes, de uma Fernanda Ribeiro ou de uma Vanessa Fernandes. Aqui sim, aqui sinto-me bem, vestido de verde e vermelho. Tanto, que às vezes a emoção bate à porta.
E se eu recordar aqui os nomes de outros portugueses que na estranja também dão cartas? Só que aqui não se fala muito deles, pois não. Não são futebolistas. Desconheço de todo se Maria João Pires, Joaquim de Almeida, Manuel de Oliveira, Maria de Medeiros, Madre de Deus, ou Clara Pinto Correia ganharam bolas ou taças de ouro. Ou se fizeram parte de algum “onze ideal”.
Mas se se falar em Joana Carneiro estamos a falar de alguém que me faz sentir bem português. Estamos a falar de uma maestrina. De uma senhora de 30 anos que vai dirigir a partir de Setembro a Orquestra Sinfónica de Berkley na Califórnia nos Estados Unidos.
Será preciso dizer mais alguma coisa. Acho que não.
Ó pra mim todo vaidoso por isso.







